Para entender a abundância da Terra é preciso olhar a abundância do feminino. Descaracterizar e confrontar as ideias do que é poder e ciclicidade, do que é positivo e negativo, luz e sombra, dia e noite, composto e fungo, morte e vida. Partimos de Perséfone e Deméter, do fim da linearidade da primavera eterna e celebramos a ciclicidade.

Partindo de uma reflexão sobre o momento da primeira menstruação, trazemos 7 lembretes à adolescente, mergulhando no universo do feminino e da terra feminina, entendendo a circularidade e regeneração como resposta, o prazer como caminho, a terra como conexão, as polaridades como recíprocas, o amor incondicional entre Mulher-Terra como verdade. E entender que recebemos e oferecemos alimento em ciclicidade, e que dessa reconexão nos permitimos ser recíprocas e abundantes. Que o que um dia acreditamos ser fraqueza e vulnerabilidade, se reconfigura em poder e força primordial.

Multilocal, ultimamente mais carioca, nascida no Porto, em Portugal. Carrega o sotaque da terrinha, com o jeitinho de falar que aprendeu pelo Brasil. Apaixonada por conversas profundas, músicas lentas, por do sol de Outono e fases lunares. Adora escutar estórias e anda tentando contar algumas, sobre ela e o mundo que vê. Fez faculdade de arquitetura, fez mestrado de urbanismo, trabalhou em várias ongs, numa teimosia cada vez maior de deixar o mundo um pouco melhor quando do que encontrou quando aqui chegou.

Obcecada por coerência, Leonina com ascendente em Áries, dá pitaco sobre tudo e adora ver as coisas sob vários pontos de vista, e tem total segurança e certeza de que o que mais muda o mundo é a nossa relação com a Comida, o momento que engolimos quem queremos ser. Eco-Feminista, percebeu da sorte e a potência que é ser mulher quando entendeu que carregava dentro dela mesma um micro universo cíclico e regenerativo.

Desde então, os processos se tornaram abundantes, se fez mais natural e conectada, e vive transformando discursos lineares em possibilidades circulares, diálogos em mandalas. Sente-se poderosa quando cozinha, quando come, quando compartilha, quando escuta e quando menstrua. Fundou o Comida do Amanhã, para espalhar essa visão sistêmica e desafiar formas de trazer perguntas e respostas que nos ajudem a regenerar o planeta, reconectar os seres e valorizar nossa potência e abundância, através da Comida.

Esta palestra foi dada em um evento do TEDx usando o formato de conferência do TED, mas organizada de forma independente por uma comunidade local. Saiba mais!